quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

C

Já escrevi um texto parecido com esse, mas era muito depressivo e eu não consegui postar no momento, então eu deletei no dia seguinte.
O caso é: estou me sentindo mal. De madrugada. Não sei porque. Não sei o que fazer. Não tem com quem conversar. O medo começa a tomar conta de mim.

Felizmente hoje a minha maior preocupação não é se eu vou ou não acordar amanhã. É só para saber o que esse dor significa e como fazer ela parar. Por que ela começou tão do nada e por que é tão dolorosa.
Saudades de ser completamente saudável e conseguir dormir sem me preocupar com qualquer coisa que possa acontecer na manhã seguinte.
Não perguntem. Escrever é só uma maneira de externalizar meu medo, fazer o tempo passar para ver se a situação melhora ou piora, e, esperar o sono me derrotar. 
No final, vai ser engraçado pacas se for só uma dor de barriga.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

B

Sim, eu não vou fazer postagens com imagens, nem vou colorir nada aqui. E os títulos serão apenas uma letra, sempre. Vai depender do assunto e do dia a letra, mas é o que vai ser.
Esse é um ótimo post B, porque é sobre o outro lado.
O lado que não é o que eu preciso presenciar dia-a-dia. Mas é um lugar onde essas outras coisas fazem eu me lembrar das minhas tristezas ou alegrias e me identificar com o que eu estou vendo ou lendo.
Pequenos traumas, pequenas preocupações, coisas que muita gente acharia idiota e que eu não posso falar justamente por isso.
Claro que eu tô escrevendo isso em um blog aberto que pode ser lido por qualquer um, publicando com o meu perfil do google e estou mandando o link para algumas pessoas, mas...

Eu sinto saudades, principalmente das minhas amigas de livro.
Elas liam os mesmos livros que eu e passavamos meses discutindo a história. Mas não dá mais. Porque eu leio mais rápido que elas, porque não lemos mais os mesmos livros, porque vivemos contextos diferentes demais hoje em dia, porque não conseguimos conversar... nem mesmo sobre nossos cotidianos.
Uma coisa que surge disso é o fato de que, por mais ridículo que as pessoas pensem que isso possa ser, um dos meus sonhos, desde criança, é ser mãe. E eu vejo nos livros e nos mangás as "princesas" casando e tendo seus filhos fofos com seus maridos lindos aos 17-18 anos. E eu aqui, com meus 20 aninhos, ainda... é.
Minha mãe também, né.

Mas aí eu penso na... será que eu posso falar o nome dela?
Enfim, eu penso nas meninas que são mais velhas que eu eu nem estão preocupadas com isso. Fico mais tranquila com isso... mas é uma coisa que nunca sai dos meus pensamentos.

Saudades das minhas amigas de livro...

Por outro lado, tenho várias amigas e amigos de animes. Que eu conheço e que não conheço. O AFS me proporcionou conhecer todas essas pessoas que tem gostos parecidos com o meu e que sempre me ajudam a crescer, aprender e melhorar - como pessoa, como apreciadora e como produtora de conteúdo.
Também foi ele que me deu o espaço que eu precisava pra "falar" com as pessoas, para que elas me conhecessem e para que eu soubesse como é a experiência de tentar fazer alguma coisa que as pessoas vão gostar. Por isso, e por muito mais, muito obrigada.

Não, eu não fico deprimida com isso.
Me deixa muito, muito, muito feliz ler as histórias que eu leio. Gosto de ler elas, mesmo que estejam muito distantes da minha realidade ou que seja algo impossível de acontecer e existir. Acho que eu ainda sou criança por isso mas, eu gosto da magia e da coisa impossível.
Acho que concordo um pouco com o que o Sora e a Shiro dizem, que o mundo é um jogo de merda. Claro que eu nunca iria a extremos como eles, mas eu entendo como eles se sentem e porque eles pensam isso, e eu meio que penso isso, de uma forma diferente, focada em outras coisas, mas sim. O mundo é um jogo de merda. Mas minha opção é aprender a jogar ele.
Não quero chegar a velhice pensando que eu poderia ter feito melhor com a minha vida.

Crescer é assustador.

A

Eu juro que o assunto sobre o qual eu sinto menos vontade de falar é esse.
Porque eu sempre fico magoada, sempre choro, sempre me arrependo, sempre me sinto triste... mas ele sempre vai me perseguir. O fato é que eu me apaixonei por uma pessoa que, eu não posso dizer isso com certeza mas pelo menos me parece, fingia que sentia a mesma coisa comigo.
E aí ele fez o de praxe: me ignorou por uns dias pensando que talvez eu passasse a gostar menos dele para que pudesse me dar um fora. Ele escreveu um texto gigante e eu juro que só me lembro do final, que tava escrito que ele não gostava de mim e que a menina que ele realmente amava tinha finalmente dado bola pra ele.

Na boa, isso parece muito história de mangá, eu sei, mas, quer que eu faça o quê? Foi isso mesmo que ele falou. Me nego a imaginar o que possa ter levado ele a fazer isso, porque pode acabar sendo pior, e, sinceramente, cansei de sentir dor por causa de uma pessoa que pode nunca...
E é isso. É uma boa parte do meu trauma atual.

Não foi só por causa disso, mas... grande parte da culpa por eu ter dito o não que eu disse a um amigo muito querido que gosta de mim (ou gostava, não sei mais) tanto quanto eu gosto dele. Claro que ele teve sua própria culpa.
Qual é! A pessoa diz que gosta de mim, faz eu me apaixonar por ela e aí some.
As próximas notícias que eu fico sabendo dele são pela boca de outra pessoa. Dois anos depois ele volta, e, alguns meses depois de termos começado a resolver nossas diferenças e apagar toda a mágoa que se acumulou durante o tempo que ele sumiu e nem me falou nada, quer que eu seja capaz de responder aos sentimentos dele...
Não deu. Não foi mal, não achei ruim. Sim, eu queria ficar com você. Sim, eu sei que você é bom. Mas você não me deu o tempo que eu nem sabia que precisava. ~Escrever com a Kei surtando de fundo é lindo <3 ~Claro que eu nunca disse que precisava de tempo, e eu sabia que você esperaria por mim durante quanto tempo eu precisasse, mas eu só soube disso depois. Depois que você se foi de uma forma irreversível. De novo.

Em tudo isso, tem uma coisa que eu me arrependo amargamente de ter feito.
Desculpa, mil desculpas. Não tenho ideia se você tem algum ressentimento guardado de mim por causa do que eu fiz... nem sei se você percebeu o que eu estava fazendo. Mas eu te amo tanto, e eu me sinto tão mal por ter te causado qualquer dor. Uma dor que infelizmente foi causada pela minha dificuldade de decidir os meus sentimentos.
Mas eu só me sentia tão confusa, tão perdida... Eu não sabia o que fazer! E usei todos como muleta, e eu nunca queria ter feito uma coisa tão feia com essas pessoas que só me amaram e me apoiaram.
Vocês, todos vocês, me ajudaram a superar as experiências ruins que eu tive. E eu devo tanto a vocês por isso. Serei eternamente grata. Eu amo todos vocês.

Mesmo sem citar nomes, eu sei que as pessoas das quais eu falei aqui, saberão que eu falei deles.