quinta-feira, 17 de setembro de 2015

K

Hoje não é exatamente um dia especial, porque eu não acredito que o aniversário seja um dia tão especial ou tão importante ao ponto de pedir uma homenagem ou algo diferente do dia-a-dia. É claro que eu sou totalmente a favor de dar e receber presentes de aniversário porque... quem é que não gosta de ganhar presente? Mas não acho que o aniversário deve ser um dia para tratar a pessoa de uma forma especial. Eu acho que as pessoas que amamos devem ser tratadas de forma especial todos os dias! Mas eu não consigo expressar a força e o tamanho dos meus sentimentos todos os dias. Porque não é todo dia que a gente tem tempo de se encontrar e jogar conversa fora, não é todo dia que estou tão bem comigo mesma que posso me dedicar a fazer você ficar bem consigo mesma. Não é todo dia que eu tenho a oportunidade de dizer que eu te amo. E é por isso que eu esperei esse dia, que eu dediquei esse momento para dizer a você tudo que eu gostaria de poder dizer todos os dias.

Alguns anos atrás, quando eu te conheci (e aquelas outras pessoas que você sabe também, né) e eu era aquela garotinha ingênua, inocente e super tímida de dezesseis anos e você era aquela moça que, aos meus olhos, era super confiante, madura e independente... e isso era uma coisa que eu nunca tive a intenção de te contar, mas acho que é válido: Eu endeusava você. Você era um exemplo que eu queria seguir, um objetivo que eu tentava alcançar e uma pessoa que eu considerava tão superior a mim que jamais me deixaria pensar que você poderia ser tão humana quanto eu, ter problemas como os meus e piores até. Você era a minha deusa. Sim, porque nenhuma outra palavra representa tão bem o que eu pensava de você há algum tempo atrás.
Sim, desde que eu te conheci e até algum tempo atrás eu ainda pensava assim. E aí eu comecei a ME confiar a você. A deixar que você me conhecesse, a me deixar ser mais próxima de você, a deixar você descer do pedestal que eu te fiz subir (sem nem você saber).

O que mudou tudo?
Aquele dia da primeira postagem desse blog mudou tudo.
Um mangá que me fez relembra todos os meus dramas, todas as minhas insatisfações, todos os meus medos, todos os meus arrependimentos e tal.
A pessoa que me chamou para desabafar.
Aquela chamada às sete da manhã com duas pessoas que acordam cedo pra trabalhar e uma pessoa inútil que apenas virou a noite lendo porque... sim.
Foi isso que mudou tudo. Foi você que mudou tudo. Obrigada.

Daquele dia em diante eu me deixei ver você como humana. Como uma menina frágil que nem eu. Mais machucada que eu... o que, na verdade, é bem justo se formos ver que você é seis anos mais velha que eu, né.
Desde aquele dia eu fui conhecendo você melhor. Desde aquele dia eu fui te deixando me conhecer melhor. Desde aquele dia eu fui gostando cada vez mais de você. Mais do que eu já gostava quando nem te conhecia de verdade.
E eu te amo tanto hoje que você é meu dia-a-dia.

Há uns quatro anos atrás eu falava sobre os meninos com a minha mãe. Algum tempo depois eu falava sobre outros meninos com a minha mãe. Por fim, de dois anos para cá eu só falava sobre os irmões para a minha mãe. Hoje eu falo sobre você. Não, eu não falo sobre as Sereias. Eu falo sobre você. Seja para quem for.
E embora isso esteja parecendo uma declaração de amor romântico, o que não é, porque eu sei que não tenho chances contra nove anos e dois nomes de filhos, na verdade é só uma declaração de esperança. Esperança de que você continue querendo que eu faça parte da sua vida como você disse naquela resposta à primeira postagem do blog no começo desse ano.
Aquelas palavras que você me escreveu naquele meu momento de fraqueza me fizeram acreditar que eu não estava tão sozinha. Que eu poderia me ligar a alguém, mesmo que esse alguém fosse uma pessoa lá do outro lado do país, e esse alguém seria um que compartilhava as mesmas crenças que eu.

Acho que eu já me perdi no que eu queria dizer pra você, então, uma última coisa: eu queria ter escrito tanto naquela carta a mão que você recebeu. Queria ter escrito tantas coisas, ter explicado todos os motivos que me fizeram escrever aquela carta e depois essa carta. E, não sei, acho que eu vou passar o resto dos meus dias falando vez após vez pra você que eu te amo e desejo tudo do melhor do mundo pra você. Te agradecer dia após dia por você ter me deixado ter você de verdade na minha vida, por ouvir minhas lamúrias e tentar me consolar mesmo que você diga que não sabe fazer isso.
Eu sou eternamente grata por você existir.
Feliz aniversário.

domingo, 30 de agosto de 2015

G

Estou indo dormir agora mais do que cansada. Hoje/ontem foi um dia exaustivo. Vamos lá!

No dia 29 eu preparei um jantar de comemoração do meu aniversário para algumas pessoas na minha casa. Entre família e amigos tinham algumas pessoas muito importantes. Claro que faltaram outros, mas acho que foi muito bom mesmo assim.
Esse dia foi destrutivo. Entre limpar casa, ajudar a fazer o almoço e o jantar, fazer o bolo e conseguir ficar pronta até o pessoal chegar foi corrido, dolorido e desgastante. 
No horário marcado eu estava pronta e deu tudo certo... menos o bolo que ficou muito fofo e quebrou todo... Ele não ficou bonito, de verdade, mas ficou muito gostoso.

Ao final da festinha eu e mais sete pessoas fomos jogar "War: Batalhas Mitológicas". Nós saímos da minha casa para a casa de uma prima à uma da madrugada; jogamos duas partidas, ambas em dupla, e eu e minha parceria ganhamos a primeira delas enquanto a anfitriã - que eu nunca havia visto ganhar partida alguma de War desde sempre - ganhou a segunda partida com o parceiro.
A jogatina acabou depois dás cinco da madruga e eu só consegui chegar em casa às seis da manhã! Foi a primeira vez nos meus 21 anos de vida que eu ganhei uma partida de War e que cheguei em casa de manhã!

Depois que eu acordei, minha mãe me chamou pra ir no shopping. Fomos lá e, um amigo meu havia me dito alguns dias atrás que tinha aberto uma livraria lá, então fui conferir. E é linda! É tão grande (pro nível de Palmas) e tem tantas coisas (entre livraria e papelaria). Amei de verdade a livraria. 
Depois do almoço nós fomos à praia e ao parque visitar. O parque foi reformado e ficou muito agradável. Eu me surpreendi. Gostei muito de ter ido lá apesar do cansaço e do sono. Ainda, depois disso passamos na sorveteira e eu, literalmente enchia cara de sorvete! Foi mágico! 

Por fim, um convite inesperado para ir ao cinema fechou o dia. Fomos assistir Missão Impossível e confesso que, como os filmes de ação não são os meus preferidos, algumas cenas contribuíram com o meu sono que, não tá de brincadeira.

E foi isso.
Esse foi o meu aniversário desse ano. E eu gostei muito.
Ganhei presentes lindos que vou usar muito. Agradeço a todos que fizeram esse dia ser tão bom!
Boa noite.

P.S.: Eu escrevi isso depois da meia noite do dia 30, mas saiu esse horário que vocês estão vendo aí. E mais uma coisa: escrever no celular dá a impressão de que tô escrevendo maior textão, mas nem é.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

F

Por que as duas partes da minha vida não podem se juntar?
Exatamente por que eu preciso esconder uma parte de mim mesma pra poder conversar com algumas pessoas e deixar outra parte de lado para falar com outras pessoas? Por que todo mundo não simplesmente me aceita assim?
Vou quebrar minha regra de escrver nomes sim porque eu tenho quase certeza que a Adriana é a única que me aceita exatamente do jeito que eu sou e gosta de mim. De verdade. Sem julgar, sem discriminar, e ainda tenta fazer parte de todos os aspectos da minha vida.
Enquanto isso, outras pessoas que eu amo muito, de verdade, não querem nem se dar ao trabalho de conhecer a única pessoa que se preocupa comigo todos os dias, que pergunta se eu tô bem e se eu dormi bem, que me abraça sem motivos, e, que, infelizmente, é realmente a única que quer e pode estar ao meu lado todos os dias.
Infelizmente sim, porque se a Keila, por exemplo, pudesse estar comigo todos os dias é certeza que ela estaria... Acho que foi por isso que eu fiquei mais amiga das pessoas que estão lá em Curitiba, no Rio de Janeiro, em São Paulo, em Blumenau... do que das pessoas que continuaram aqui.









Eu tava tão feliz. Sério, tão, tão, tão, feliz. Tava tudo tão bem, eu tava amando todo mundo, mas... por que o lado de lá não pode aceitar o lado de cá? Por que as pessoas não simplesmente se dão bem? Ou melhor: por que elas simplesmente não tentam se conhecer? Qual é a dificuldade?
Mesmo que uma parte não aceite a outra isso não vai mudar o fato de que o tempo passa, e as pessoas mudam, e eu mudei. Mudei de verdade. Mudei muito. A eu de 14 anos não reconheceria a eu de 20 anos, a eu de 12 anos não aceitaria a eu de 20 anos. A eu de 20 anos só queria que as pessoas que eu gosto desde que tinha 12 anos gostassem das pessoas que eu conheci depois delas.
Eu só queria que as duas partes se juntasse porque eu gosto muito das duas, porque eu preciso muito das duas, porque sem qualquer uma das duas partes eu não seria quem eu sou hoje. E a última coisa que eu quero daqui pra frente é voltar a ser como eu era quando tinha 17 anos.


Eu quero continuar feliz. Eu quero continuar sorrindo. Eu quero continuar me importante. Eu quero continuar crescendo. Eu quero continuar feliz. Eu quero continuar com as pessoas. Eu quero continuar com as pessoas que me fizeram ser como eu sou hoje.
Eu não quero mais chorar.

segunda-feira, 16 de março de 2015

E

Os mangás que eu estava lendo. Era disso que eu queria falar.
Ultimamente tenho encontrado uns mangás bem legais, tipo Watashi ni xx Shinasai (há controvérsias) e Love so Life (não deixo as controvérsias 'haverem'). Os dois são romances e os dois são diferentes, entre si e dos outros do gêneros. 
Eles são menos estereotipados.

Watashi ni é shoujo, acho que é desenhado por uma mulher, e é ecchi! Qual foi o último mangá shoujo ecchi bem desenhado que a gente viu por aí? E ainda é desenhado por uma mulher. É raro mulheres assumirem esse tipo de postura, de escrever, de falar, de desenhar "putaria".
Aí aqui a gente entra em um tipo de postagem AB: onde eu falo que quero ser assim. Uma escritora capaz de escrever putaria que funciona.
Voltando... 
Watashi ni tem uma maneira de existir diferente de outros shoujos e eu gosto muito disso nele. Eu gosto das cenas picantes também, vide Desire Climax. 
O mangá também tem problemáticas que me atingem. Por exemplo, que me fazem lembrar dos romances da minha vida. Eu passei por uma situação quase igual a da Yukina com o sensei, o Akira e o Shigure: no meio de três garotos que são necessários na minha vida, que estavam apaixonados por mim (ou quase isso) e eu não sabia o que fazer, de que forma eu gostava de cada um deles, como responder às várias situações que surgiam.
Depois eu fiquei com tanta pena da Yukina. TwT Por que o Hisame é tão implicante? 
Enfim.

A outra coisa é a família. 
O que é uma família? Para mim, mais do que as pessoas que são ligadas a você por sangue, a família são aquelas pessoas que te amam, que estão sempre com você, com quem você pode contar.
E é isso que Love so Life virou: uma família constituída pelos gêmeos, o tio por parte de pai deles e a babá, que não tem ligação nenhuma com as famílias do pai e da mãe das crianças, e nem com ninguém já que todos os parentes dela estão mortos... 
Mas a história me toca não por ter uma relação com coisas que eu já vivi, me emociona porque me emociona. A história é linda, cheia de amor! Não só amor romântico, mas amor fraternal, e, o melhor de tudo, a descoberta do amor. 
Também tem o crescimento dos bebês. A Akane sendo a Akane, comendo tudo e sentindo fome nos piores momentos, gritando, ficando super empolgada em fazer qualquer coisa e chorando de frustração. O Aoi, que é tão caladinho mas no fundo é super preocupado e responsável. Que tem as atitudes mais impressionantes, que é adulto nos momentos mais inesperados e fraco com pressão. 
Eles são tão fofos *w*

Acho que eu acabei.
Mangás são lindos.

Na real, queria colocar essa postagem como B... Mas não é bem um B, é perto dele, então B e meio? 
No final eu decidi que era diferente o suficiente para ser um E, então...

domingo, 8 de março de 2015

D

Meio que continuando de onde eu parei na postagem anterior mas... esse não o momento em que eu deveria fazer isso. 
O que eu faço? Eu me sinto tão inútil. Sério, em momentos como esse eu queria me sentir mais adulta, menos tonta, queria saber o que fazer. É tão triste não poder fazer nada por pessoas que eu amo tanto e nos momentos que elas mais precisam. 
Há muito tempo eu soube que tenho um limite. Um limite que é o mesmo das minhas experiências... até certo ponto eu consigo falar coisas que fazem sentido e que podem ajudar ou pelo menos contribuir com alguma coisa. Mas depois a minha atitude despreocupada começa a aparecer e fico fazendo piadinhas idiotas ou tentando falar sobre coisas que eu só imagino como sejam, que eu nunca vivi e muito menos observei. 
Já criei problemas para outras pessoas por causa disso. E eu nem entendia que era preciso se desculpar por isso. Aliás, eu nem mesmo entendia no que eu estava errada. 
Eu não sirvo para falar com as pessoas em momentos sérios. Desculpem-me.

quarta-feira, 4 de março de 2015

D

Por mais que eu queira, que eu busque aquele futuro improvável e difícil de alcançar, que eu diga a mim mesma para se sentir motivada, esquecer as coisas ruins e seguir em frente sem se importar tanto com as coisas menos importantes... eu não consigo.
Me sinto frustrada, deprimida, amuada, chateada... sinto falta de mim, de ser animada, entusiasmada, sorridente e despreocupada. É lógico que eu sei que viver de uma forma despreocupada não é legal, mas viver embaixo de uma montanha de preocupações ajuda quem? É bom de que forma?
Não gosto disso, mas me sinto tão desanimada que não sei o que fazer. Nada é bom o suficiente, nada é importante o suficiente, e aquelas coisas simples como não ir a aula que antes me deixavam com a consciência pesada hoje não têm mais importância. 
O que será que me trouxe a esse ponto? Por que será que me sinto assim? Por que tão desanimada e depressiva? 
Não sei.

Não tenho vontade de fazer mais nada. Meus motivos não são mais tão bons quanto um dia foram. Hoje eles já são sonhos além do meu alcance ou apenas um pensamento louco que eu não posso cumprir. Ficaram distantes da realidade. E que merda de realidade.
Não sei o que fazer.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

C

Já escrevi um texto parecido com esse, mas era muito depressivo e eu não consegui postar no momento, então eu deletei no dia seguinte.
O caso é: estou me sentindo mal. De madrugada. Não sei porque. Não sei o que fazer. Não tem com quem conversar. O medo começa a tomar conta de mim.

Felizmente hoje a minha maior preocupação não é se eu vou ou não acordar amanhã. É só para saber o que esse dor significa e como fazer ela parar. Por que ela começou tão do nada e por que é tão dolorosa.
Saudades de ser completamente saudável e conseguir dormir sem me preocupar com qualquer coisa que possa acontecer na manhã seguinte.
Não perguntem. Escrever é só uma maneira de externalizar meu medo, fazer o tempo passar para ver se a situação melhora ou piora, e, esperar o sono me derrotar. 
No final, vai ser engraçado pacas se for só uma dor de barriga.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

B

Sim, eu não vou fazer postagens com imagens, nem vou colorir nada aqui. E os títulos serão apenas uma letra, sempre. Vai depender do assunto e do dia a letra, mas é o que vai ser.
Esse é um ótimo post B, porque é sobre o outro lado.
O lado que não é o que eu preciso presenciar dia-a-dia. Mas é um lugar onde essas outras coisas fazem eu me lembrar das minhas tristezas ou alegrias e me identificar com o que eu estou vendo ou lendo.
Pequenos traumas, pequenas preocupações, coisas que muita gente acharia idiota e que eu não posso falar justamente por isso.
Claro que eu tô escrevendo isso em um blog aberto que pode ser lido por qualquer um, publicando com o meu perfil do google e estou mandando o link para algumas pessoas, mas...

Eu sinto saudades, principalmente das minhas amigas de livro.
Elas liam os mesmos livros que eu e passavamos meses discutindo a história. Mas não dá mais. Porque eu leio mais rápido que elas, porque não lemos mais os mesmos livros, porque vivemos contextos diferentes demais hoje em dia, porque não conseguimos conversar... nem mesmo sobre nossos cotidianos.
Uma coisa que surge disso é o fato de que, por mais ridículo que as pessoas pensem que isso possa ser, um dos meus sonhos, desde criança, é ser mãe. E eu vejo nos livros e nos mangás as "princesas" casando e tendo seus filhos fofos com seus maridos lindos aos 17-18 anos. E eu aqui, com meus 20 aninhos, ainda... é.
Minha mãe também, né.

Mas aí eu penso na... será que eu posso falar o nome dela?
Enfim, eu penso nas meninas que são mais velhas que eu eu nem estão preocupadas com isso. Fico mais tranquila com isso... mas é uma coisa que nunca sai dos meus pensamentos.

Saudades das minhas amigas de livro...

Por outro lado, tenho várias amigas e amigos de animes. Que eu conheço e que não conheço. O AFS me proporcionou conhecer todas essas pessoas que tem gostos parecidos com o meu e que sempre me ajudam a crescer, aprender e melhorar - como pessoa, como apreciadora e como produtora de conteúdo.
Também foi ele que me deu o espaço que eu precisava pra "falar" com as pessoas, para que elas me conhecessem e para que eu soubesse como é a experiência de tentar fazer alguma coisa que as pessoas vão gostar. Por isso, e por muito mais, muito obrigada.

Não, eu não fico deprimida com isso.
Me deixa muito, muito, muito feliz ler as histórias que eu leio. Gosto de ler elas, mesmo que estejam muito distantes da minha realidade ou que seja algo impossível de acontecer e existir. Acho que eu ainda sou criança por isso mas, eu gosto da magia e da coisa impossível.
Acho que concordo um pouco com o que o Sora e a Shiro dizem, que o mundo é um jogo de merda. Claro que eu nunca iria a extremos como eles, mas eu entendo como eles se sentem e porque eles pensam isso, e eu meio que penso isso, de uma forma diferente, focada em outras coisas, mas sim. O mundo é um jogo de merda. Mas minha opção é aprender a jogar ele.
Não quero chegar a velhice pensando que eu poderia ter feito melhor com a minha vida.

Crescer é assustador.

A

Eu juro que o assunto sobre o qual eu sinto menos vontade de falar é esse.
Porque eu sempre fico magoada, sempre choro, sempre me arrependo, sempre me sinto triste... mas ele sempre vai me perseguir. O fato é que eu me apaixonei por uma pessoa que, eu não posso dizer isso com certeza mas pelo menos me parece, fingia que sentia a mesma coisa comigo.
E aí ele fez o de praxe: me ignorou por uns dias pensando que talvez eu passasse a gostar menos dele para que pudesse me dar um fora. Ele escreveu um texto gigante e eu juro que só me lembro do final, que tava escrito que ele não gostava de mim e que a menina que ele realmente amava tinha finalmente dado bola pra ele.

Na boa, isso parece muito história de mangá, eu sei, mas, quer que eu faça o quê? Foi isso mesmo que ele falou. Me nego a imaginar o que possa ter levado ele a fazer isso, porque pode acabar sendo pior, e, sinceramente, cansei de sentir dor por causa de uma pessoa que pode nunca...
E é isso. É uma boa parte do meu trauma atual.

Não foi só por causa disso, mas... grande parte da culpa por eu ter dito o não que eu disse a um amigo muito querido que gosta de mim (ou gostava, não sei mais) tanto quanto eu gosto dele. Claro que ele teve sua própria culpa.
Qual é! A pessoa diz que gosta de mim, faz eu me apaixonar por ela e aí some.
As próximas notícias que eu fico sabendo dele são pela boca de outra pessoa. Dois anos depois ele volta, e, alguns meses depois de termos começado a resolver nossas diferenças e apagar toda a mágoa que se acumulou durante o tempo que ele sumiu e nem me falou nada, quer que eu seja capaz de responder aos sentimentos dele...
Não deu. Não foi mal, não achei ruim. Sim, eu queria ficar com você. Sim, eu sei que você é bom. Mas você não me deu o tempo que eu nem sabia que precisava. ~Escrever com a Kei surtando de fundo é lindo <3 ~Claro que eu nunca disse que precisava de tempo, e eu sabia que você esperaria por mim durante quanto tempo eu precisasse, mas eu só soube disso depois. Depois que você se foi de uma forma irreversível. De novo.

Em tudo isso, tem uma coisa que eu me arrependo amargamente de ter feito.
Desculpa, mil desculpas. Não tenho ideia se você tem algum ressentimento guardado de mim por causa do que eu fiz... nem sei se você percebeu o que eu estava fazendo. Mas eu te amo tanto, e eu me sinto tão mal por ter te causado qualquer dor. Uma dor que infelizmente foi causada pela minha dificuldade de decidir os meus sentimentos.
Mas eu só me sentia tão confusa, tão perdida... Eu não sabia o que fazer! E usei todos como muleta, e eu nunca queria ter feito uma coisa tão feia com essas pessoas que só me amaram e me apoiaram.
Vocês, todos vocês, me ajudaram a superar as experiências ruins que eu tive. E eu devo tanto a vocês por isso. Serei eternamente grata. Eu amo todos vocês.

Mesmo sem citar nomes, eu sei que as pessoas das quais eu falei aqui, saberão que eu falei deles.